Vida pós-AVC

03/11/2017

     

O Dia Mundial do AVC (acidente vascular cerebral) é lembrado em 29 de outubro. A falta de informação, o número reduzido de unidades de referência para o atendimento emergencial e a falta de centros de reabilitação, são considerados os maiores complicadores da doença. Pensando nisso, no dia 27, parte da equipe do Ambulatório de Doenças Cerebrovasculares do Centro de Especialidades Médicas Santa Casa BH (CEM SCBH) promoveu várias palestras sobre o tema, em parceria com a Associação Mineira do AVC (AMAVC) e a Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais.

A Santa Casa BH é referência no estado, para o tratamento de AVC. O Ambulatório funciona no CEM às quartas e sextas-feiras, das 7h às 11h. “O AVC é a principal causa de mortalidade no Brasil e uma das maiores do mundo. Também é a doença que causa mais fatores incapacitantes. Estimamos que, no Brasil, existam hoje cerca de 2,5 milhões de pessoas que sofreram AVC. Em Minas Gerais, são cerca de 10 mil mortes anuais, decorrentes da doença”, alerta o dr. Albert Louis Bicalho, neurologista da SCBH.

Sandra Issida, presidente da AMAVC, criou a Associação após seu marido sofrer um AVC. A falta de informações sobre a doença dificultou o diagnóstico e tratamento. Como resultado, ele ficou tetraplégico. “Vi a doença atingir de maneira grave, um homem de 44 anos. E quando soube que o AVC pode atingir até mesmo bebês, crianças e jovens, comecei a questionar: ‘por que ninguém está falando sobre isso?’. A Associação foi criada para alertar, informar, e pedir para que mais hospitais tenham atendimento”, explica. 

A redução ou até mesmo eliminação das sequelas deixadas pela doença é possível. Sessões de fisioterapia e fonoaudiologia podem trazer mais qualidade de vida. Estes são alguns dos serviços oferecidos pelo Ambulatório de Doenças Cerebrovasculares da SCBH. “O índice de reinternações que essas pessoas têm ao longo da vida é muito alto. E o custo efetivo disso é grande. Por isso, um bom atendimento na reabilitação representa, além de mais qualidade de vida para o paciente, economia para os cofres públicos. Infelizmente muitas pessoas não conseguem ter acesso a esse serviço, pelo SUS”, explica Eder Luciano, presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado de Minas Gerais.