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Santa Casa BH realiza cirurgias de reconstrução de mama através do SUS

13/08/2017

     
Muito mais do que um procedimento estético, a cirurgia oncoplástica de reconstrução de mama tem papel terapêutico importante na recuperação da autoestima da melhoria da qualidade de vida das pacientes.  O procedimento, indicado em mulheres que fizeram mastectomia (retirada de toda a mama), é realizado pela Clínica de Mastologia do Centro de Especialidades Médicas Santa Casa BH, através do Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
Conforme o chefe da Clínica de Mastologia da Santa Casa BH, Dr. Douglas de Miranda Pires, a mastectomia é um procedimento cada vez menos frequente, graças ao acesso à informação, que favorece a detecção precoce da doença, as campanhas contra o câncer de mama e os tratamentos, que podem eliminar a necessidade do procedimento. “Os programas de rastreamento mamográfico para detecção do câncer de mama, o diagnóstico cada vez mais precoce, a utilização de quimioterapia neoadjuvante e um maior engajamento da mulher na prevenção, são os fatores determinantes na diminuição da indicação da mastectomia”, afirma o médico. 
 
Dr. Douglas, que também é coordenador do curso de pós-graduação em Cirurgia Oncoplástica e Reconstrutiva no Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa BH, explica que, apesar da redução da necessidade do procedimento nas pacientes, a mastectomia continua sendo um recurso importante, quando os outros tratamentos não se mostram totalmente eficazes. “Nos casos em que a quimioterapia neoadjuvante não reduz total ou parcialmente o tamanho do tumor, ou a não resposta a esta abordagem mantém uma relação tamanho ‘tumor/mama’ que não permita uma preservação adequada, a mastectomia ainda é indicada”, afirma.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), existem hoje no Brasil, cerca de 74 mil  mulheres que passaram pela mastectomia e têm condições de fazer a cirurgia de reconstrução de mama. Para Dr. Douglas Miranda, o procedimento pode ser um importante aliado na recuperação das pacientes. “Geralmente, a mulher portadora de câncer de mama se encontra fragilizada neste momento de diagnóstico e todas as possibilidades devem ser empregadas para que tenha uma recuperação adequada e enfrente os tratamentos necessários da forma mais tranquila possível. Desta forma, a reconstrução é parte importante, em todo o conjunto do arsenal terapêutico para este fim”, destaca. 
 
De acordo com o médico, são consideradas aptas a passarem pelo procedimento de reconstrução de mama, as pacientes que não correm risco de ter seu estado de saúde agravado, por conta do procedimento. “A reconstrução mamária é indicada para pacientes que não apresentem comorbidades associadas que aumentem a relação ‘risco/benefício’ na sua realização e que o tratamento adjuvante não vá comprometer os resultados ou que o mesmo não vá ser atrasado por possíveis intercorrências decorrentes da reconstrução”, explica Dr. Douglas.