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Ambulatório de Radiologia Intervencionista realiza procedimentos modernos e pouco invasivos

23/04/2018

     
Parte da equipe médica do Ambulatório de Radiologia Intervencionista

O Serviço de Radiologia Intervencionista da Santa Casa BH (SCBH) iniciou suas atividades no final de fevereiro deste ano. O ambulatório foi inaugurado em 21 de março, no Centro de Especialidades Médicas (CEM) da SCBH. O serviço realiza intervenções cirúrgicas guiadas por imagem (procedimentos minimamente invasivos), e tem como uma de suas mais importantes atribuições, a realização de intervenções para reduzir ou eliminar a dor crônica intratável (refratária) com medicamentos – muitas vezes em pacientes em fase terminal.

Alguns quadros clínicos levam os pacientes a sofrerem com dores intensas, intermináveis e intratáveis. Casos de pancreatite crônica ou de pacientes oncológicos terminais podem apresentar quadros de dor refratária, eliminada apenas por meio de procedimentos cirúrgicos, que possibilitam mais conforto. A Neurólise de Plexos Nervosos profundos, por exemplo, é uma técnica usada no ambulatório, que traz alívio a esses pacientes. Na prática, seria como “bloquear” o nervo que causa a dor.

Determinado a oferecer o que existe de mais moderno, o Grupo Santa Casa de Belo Horizonte disponibiliza, de forma integrada, as três áreas da medicina minimamente invasiva: Radiologia Intervencionista Percutânea, Radiologia Intervencionista Endovascular e Neurorradiologia Intervencionista.

Para ilustrar o amplo serviço disponibilizado, seguem algumas das intervenções mais comuns:

Drenagem biliar percutânea (com ou sem colocação de stent) – em casos de icterícia obstrutiva (acúmulo de biles) desobstruem-se as vias biliares por punção direta do canal biliar com um dreno. Geralmente a obstrução é causada por tumores no pâncreas ou nas vias biliares.

Radioablação de tumores – Técnica sem cortes, minimamente invasiva, onde, através da pele, introduz-se uma agulha no interior do tumor e, em seguida, por ação térmica, queima-se o tumor.

Quimioembolização de tumores – Em caso de tumor coloca-se um cateter dentro do vaso que nutre esta lesão. É injetado um medicamento dentro do tumor, seguido da oclusão deste vaso. A morte do tumor acontece por falta de nutrientes, oxigênio e também pelo quimioterápico concentrado no seu interior. Trata-se de técnica minimamente invasiva que não possui os efeitos colaterais da quimioterapia sistêmica.

Embolização de miomas uterinos – Em caso de mioma uterino, coloca-se um cateter dentro do vaso que nutre esta lesão. São injetadas partículas dentro da lesão, seguido da oclusão deste vaso. A morte do mioma acontece por falta de nutrientes e oxigênio. A embolização uterina pode ser realizada nos casos de sangramento ginecológico refratário, sempre quando solicitado pelo ginecologista.

Tratamento de aneurismas intracranianos e viscerais por via endovascular – Consiste no tratamento de aneurismas pela oclusão destas lesões, com micromolas de platina, de forma minimamente invasiva, por dentro dos vasos, sem cortes na pele.

Tratamento de malformações vasculares cerebrais e periféricas por via endovascular – Consiste em ocluir malformações vasculares, com material específico, de forma minimamente invasiva, por dentro dos vasos, sem cortes na pele.

Tratamento de obstruções dos vasos do pescoço (carótida, vertebral, subclávia) ou das vísceras por via endovascular: – Consiste em desobstruir vasos, com balões e stents, de forma minimamente invasiva, por dentro dos vasos, sem cortes na pele.

Embolização de tumores da cabeça e pescoço – Em caso de tumores muito vascularizados, coloca-se um cateter dentro do vaso que nutre esta lesão e injetam-se partículas levando a oclusão deste. A desvascularização dos tumores facilita a sua retirada cirúrgica.

Embolização de epistaxe – Em caso de sangramentos nasais volumosos que o otorrinolaringologista não consegue estancar o sangramento, a oclusão dos vasos sangrantes com partículas pode salvar vidas.

 

TIPS – Intervenção Radiológica

Outro grande diferencial deste serviço é a oferta de um procedimento altamente complexo, denominado “TIPS” (Derivação Intra-hepática Portossistêmica Transjugular) - uma intervenção radiológica onde se faz um “desvio” entre a veia porta e a veia cava inferior. Tudo dentro do fígado. Ele é indicado principalmente na prevenção e tratamento de hemorragias digestivas altas refratárias causadas por varizes esofágicas, ou em pacientes que sofrem com ascite intratável (acúmulo de líquido livre abdominal). O TIPS proporciona melhora da qualidade de vida do paciente que aguarda o transplante de fígado ou daquele que não tem condições de fazer o transplante por fatores diversos, como por exemplo, a idade muito avançada.

Poucos lugares no Brasil fazem todos este procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Serviço de Excelência

Contando com suporte dos setores de Ultrassom, Tomografia, Ressonância e Hemodinâmica, o serviço ainda possui Ambulatório e Grupo de Pesquisa e com registro no CNPq. Ele é considerado de alto nível e tem abrangência nacional. Além dos pacientes hospitalizados na Santa Casa BH, atende pacientes encaminhados das Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), Postos de Saúde, Secretarias de Saúde e outras unidades hospitalares.

O Grupo Santa Casa, através do Hospital São Lucas, realiza estes procedimentos também por convênios e particular.